Crítica: The Rental (2020)

Quando soube que Dave Franco, irmão mais novo de James Franco, havia se lançado como diretor de cinema, fiquei, no mínimo, curioso. Em seus trabalhos como ator, ele nunca havia se destacado muito para mim. O roteiro do longa é assinado pelo próprio Dave e por Joe Swanberg.

Dois irmãos, Charlie (Dan Stevens) e Josh (Jeremy Allen White), acompanhados de suas namoradas, Michelle (Alison Brie) e Mina (Sheila Vand), decidem alugar uma casa por um final de semana para descansarem e se divertirem. Ao chegar lá, eles começam a notar coisas estranhas acontecendo. A premissa não é muito original e isso vai se confirmando no decorrer da história.

Apesar da duração de apenas 1h28, o filme demora para emplacar. Leva em torno de uma hora para sabermos, de fato, do que se trata o filme. Até lá, acompanhamos a história previsível de quatro personagens rasos que não convencem ou dão motivos para que o público torça ou simpatize com eles. Nem a talentosíssima Alisson Brie consegue brilhar.

A história de um grupo de amigos que decide viajar para algum lugar onde coisas misteriosas começam a acontecer não é novidade. Franco tenta atualizar um pouco esse plot inserindo a tecnologia e a prática de aluguel de casas por um curto período de tempo. A abordagem parece que vai funcionar, pois há alguns momentos de tensão entre os protagonistas e o proprietário do local. No entanto, isso não é bem desenvolvido e acaba soando superficial.

A última meia hora de filme é quando as coisas começam a ficar interessantes e Franco mostra seu potencial como diretor. As cenas do terceiro ato do longa são melhores construídas se comparadas com as que levaram até esse momento. Alisson Brie e Sheila Vand conseguem até momentos para mostrar sua boa atuação. Mesmo assim, o desfecho não compensa todo o tempo desperdiçado anteriormente e a sensação que fica é de que faltou algo.

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