Crítica: Mortal Kombat (2021)

Mortal Kombat é uma das franquias de videogame mais aclamadas e bem sucedidas comercialmente da história. Com uma legião de fãs desde o primórdio dos eletrônicos, nada mais natural que Hollywood resolvesse beber da fonte e lançar sua adaptação cinematográfica. A primeira empreitada foi na metade da década de 90, seguida por uma sequência anos mais tarde. Os dois títulos não agradaram a crítica, mas há fãs que defendam os longas, em especial o de 1995. Para a versão de 2021, a produção ficou por conta de James Wan que é um dos cineastas de maior destaque da última década e a direção de Simon McQuoid.

A sequência inicial é muito promissora e, possivelmente, contém as melhores cenas. Com a introdução dos personagens clássicos Scorpion e Sub-Zero, o espectador descobre a origem da rivalidade entre eles. Em meio ao encontro dos dois, os atores Joe Taslim e Hiroyuki Sanada protagonizam um embate bem coreografado que lembra muito os filmes de samurai. A história do Scorpion, inclusive, é fundamental para o andamento da narrativa, já que existe uma profecia de que um de seus descendentes seria o responsável por reunir os Campeões que defenderiam a Terra.

Aí entra o elemento que mais divide opiniões: o personagem inédito Cole Young (Lewis Tan). O protagonista do filme não existe nos videogames e por esse motivo teve toda uma história de fundo criada para ele. Só que essa história é contada de forma rasa, dificultando a identificação do público com o personagem e, por ele ter um papel tão importante, se torna um problema. Outro personagem que sofre por ser apresentado de forma desinteressante é Liu Kang (Ludi Lin). No entanto, o resto do elenco funciona bem com destaques para Jessica McNamee e Max Huang, que interpretam Sonya Blade e Kung Lao.

Diferente dos seus antecessores, a nova versão de Mortal Kombat não é tão frenética. Tirando o pé do acelerador, o roteiro não introduz todos os personagens mais conhecidos da franquia, deixando espaço para que eles surjam de forma mais natural em uma possível sequência. Em vez de partirmos direto para o torneio mortal, o roteirista Greg Russo ambienta o público no universo do filme, explicando a mitologia por trás dos confrontos entre os reinos.

A adaptação não deixa a desejar no quesito da violência. Já que os jogos são conhecidos por serem extremamente gráficos e sangrentos com seus fatalities, esperava-se que o longa fosse representar isso e ele não decepciona. São várias as referências ao material de origem, como as frases que se tornaram clássicas “flawless victory” e “finish him“, proferidas durante as batalhas. A própria forma como essas cenas são construídas dão a impressão de ser uma grande homenagem aos fãs de longa data. A trilha sonora tão conhecida da franquia também está presente, mas de uma forma repaginada.

O Mortal Kombat de 2021 tem seus defeitos, mas acerta em cheio como adaptação de um jogo de luta de videogame e mantém ganchos instigantes para o futuro enquanto entretém e agrada visualmente.

3/5

Trailer:

One thought on “Crítica: Mortal Kombat (2021)

  • 28/04/2021 em 16:18
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    Parece um prato cheio pros fãs dos games. Louco pra assistir!

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