Crítica: Chucky mistura terror queer e humor sádico

Depois de uma trilogia original, um noivado e um filho (e alguns filmes que nem valem ser mencionados), o boneco assassino mais famoso da cultura pop está de volta às telas. Desta vez, Chucky (Brad Dourif) é a grande estrela de uma série de TV. O diretor e roteirista Don Mancini tem sido o principal responsável pela franquia desde o lançamento do filme O Filho de Chucky em 2004 e agora assume a tarefa de adaptar o vilão para a televisão.

O protagonista Jake Wheeler (Zachary Arthur), que é um colecionador de bonecos, encontra Chucky numa venda de garagem e leva ele para sua casa. Aos poucos, ele vai notando coisas estranhas acontecendo. Jake é um adolescente que vive com seu pai Lucas Wheeler (Devon Sawa), que tem problemas com a bebida. Na escola, as coisas não vão muito bem, também, por conta do bullying que Jake sofre e pela falta de amigos. Ao passar um tempo com o garoto, Chucky parece ser tomado por uma vontade sangrenta de defendê-lo. Somos introduzidos aos parentes mais próximos de Jake, como seus tios Logan (Devon Sawa) e Bree (Lexa Doig), além de seu primo Junior (Teo Briones).

Death by Misadventure, primeiro episódio da série, cumpre bem seu papel. Apresenta os personagens e suas motivações e, também, dá o tom da série. Misturando boas doses de violência com um humor sádico, a essência da franquia e do Slasher é bem capturada. A ligação que a série terá com eventos do filmes originais é um bom motivador para continuar assistindo. A promessa é de que personagens já conhecidos pelos fãs comecem a aparecer daqui pra frente. No entanto, a série não se baseia somente no passado da franquia, mas adiciona algo novo: elementos do horror queer.

Jake é gay e, aparentemente, está apaixonado por seu colega de classe Devon Evans (Björgvin Arnarson). São feitas algumas piadas sobre o fato durante o episódio e acaba resultando num conflito entre o rapaz e seu pai. A sensação que tive de assistir é que o vilão realmente foi a homofobia nesse episódio e Chucky assumiu um papel de justiceiro ou anti-herói. Estou curioso para saber como continuará sendo abordado esse tema na série.

Trailer:

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