Terror nos anos 2010: TOP 5 melhores da década

Depois de trazermos os cinco filmes de terror mais marcantes dos anos 2000, chegou a vez de falar dos cinco melhores filmes de terror da década passada. Uma década marcada por grandes obras e por alguns dos melhores anos do cinema, os anos 2010 foram ótimos para o terror.

Antes de ingressar na nossa lista, é preciso citar algumas menções honrosas. Com mais espaço para o gênero, foi possível que filmes como Midsommar, Nós e O Farol ganhassem grandes lançamentos ao redor do país, apesar de possuírem elementos mais experimentais que outros líderes de bilheteria. O trio de diretores Ari Aster, Jordan Peele e Robert Eggers está na nossa lista e certamente seguirá no roteiro cinéfilo pelos próximos anos. 

Ao longo da década, uma figura se sobressaiu às demais: o palhaço Pennywise enfim recebeu uma adaptação ao cinema com It: A Coisa e It: Capítulo 2. Embalado pelo sucesso recente de Stranger Things, o filme conseguiu atingir um grande público e não poderia ficar de fora das menções.

No âmbito do horror psicológico, The Babadook, longa australiano de Jenniffer Kent, Clímax, de Gaspar Noé e It Follows, de David Gordon Mitchell, merecem destaque na década. A novata Julia Ducournau e o seu body horror Raw surpreenderam em Cannes e fizeram da diretora um dos nomes mais quentes no cenário atual. Mais recentemente, Ducournau levou a Palma de Ouro com Titane.

Claro que os gêneros clássicos também tiveram bons expoentes. Invasão Zumbi, produção sul-coreana de 2016, e Plano-Sequência dos Mortos, terror japonês de 2017, renovaram o gênero de zumbis. Crawl – Predadores Assassinos, de 2019, e Águas Rasas, de 2016, competentemente cumpriram a meta de survivals envolvendo animais. Para completar, o retorno da franquia Halloween com Jamie Lee Curtis no papel principal destacou-se pelo estrondoso e justo sucesso em 2018.

Sem mais delongas, os cinco melhores filmes de terror da década passada.

INVOCAÇÃO DO MAL

Quase dez anos depois de abalar o mundo do terror com Jogos Mortais, James Wan mudou o seu estilo no começo da nova década. No lugar do splatter, o diretor começou a tatear no paranormal com Sobrenatural (2010), mas foi em Invocação do Mal que atingiu o seu ápice no gênero.

Acompanhando os demonologistas Ed e Lorraine Warren, o filme apresenta uma dinâmica de thriller com a busca por um suposto demônio nos anos 70. Embora a temática não seja nenhuma novidade, é na subversão do gênero que Wan acha o seu espaço. Com sustos anticlimáticos e uma atmosfera bem estabelecida desde o primeiro momento. Vale lembrar que a sequência, Invocação do Mal 2 – disponível no HBO Max -, mantém o alto nível do filme inaugural com alguns dos melhores jump scares da década.

Disponível no Telecine Play.

A BRUXA

Em 2015, Robert Eggers fez sua estreia como diretor com o terror A Bruxa. Subtitulado “A New England Folktale” – algo como “Um novo conto inglês” -, a história possui um ritmo distinto das demais produções daquele ano. Situado em 1630 no interior da Inglaterra, a trama apresenta uma família comum que vê seu lar cristão ser abalado por forças estranhas.

Ao contrário de outras obras que abordam a influência do cristianismo, A Bruxa faz questão de quebrar rótulos imaculados e impolutos. Religião, família, sexualidade e o próprio demônio são abordados aqui sob uma nova ótica, ousada e certeira. Com uma fotografia seca, roteiro enxuto e elenco fenomenal, Eggers concebe A Bruxa como um filme comedidamente grandioso. Afinal, quem não gostaria de viver deliciosamente?

Disponível no Telecine Play..

CORRA 

De tempos em tempos, um filme torna-se tão grandioso que consegue escapar o pequeno nicho do seu gênero, atingindo um público em massa. Foi esse o caso de Corra em 2017. Dirigido e produzido pelo comediante Jordan Peele na sua estreia nas grandes telas, o filme traz a temática racial como grande condutor na trama assustadoramente desconcertante.

Um homem negro vai ao interior conhecer a família de sua namorada branca. Uma premissa simples, cuja tensão instala-se de maneira sutil e traiçoeira. É o elemento psicológico que atrai o espectador, enquanto os atos finais apresentam uma explosão de exposição, tornando Corra não apenas o melhor terror do ano, mas também um sério candidato a filme do ano.

Disponível na Claro Video.

UM LUGAR SILENCIOSO

Quem diria que John Krasinski, o simpático e bem-humorado Jim, de The Office, assumiria as rédeas de um desconcertante horror sci-fi? Pois bem, aconteceu. Com Krasinski na direção e no papel principal ao lado de Emily Blunt, Um Lugar Silencioso estreou em 2018 como uma experiência psicológica cujos resultados foram extremamente positivos.

Além da bela fotografia pós-apocalíptica, sempre minimalista, o filme brilha pela abordagem sonora, igualmente diminuta. Krasinski rege uma sequência de altos e baixos, gerando tensão e resolução ao longo da obra e conseguindo brincar com jump scares e anticlímax. Vale lembrar que o filme marca também um avanço fora das telas. Millicent Simmonds, atriz surda, interpreta Regan, filha de Krasinski e Blunt no longa e cuja surdez é ponto essencial. A presença de Simmonds aumentou o destaque dado à população surda, propagando a linguagem de sinais americana (ASL) e pregando pela presença de atores surdos em Hollywood.

Disponível no NOW.

HEREDITÁRIO

Juntamente com Robert Eggers e Jordan Peele, Ari Aster rapidamente ingressou na década passada como um dos maiores nomes do terror atual. Na sua estreia, em 2018, o diretor concebeu Hereditário, um horror sobrenatural igualmente lúdico e desconfortável.

Após a morte da sua avó enigmática, uma família passa a experienciar situações estranhas dentro da sua casa. Morte, luto e psicose entram na trama logo nos seus primeiros trinta minutos e Aster faz questão de nos assustar e mexer com nosso estômago.

Enquanto A Bruxa, também lançado pela A24, adere ao Naturalismo e opera como uma antítese das expectativas do terror, Hereditário faz questão de abraçar as convenções do gênero e se eleva com o surrealismo. Personagens ao mesmo tempo reais e anti-naturais, sóbrios e loucos. 

Disponível na HBO Max.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *