Crítica: Tem Alguém na sua Casa (2021)

Patrick Brice é o diretor de Tem Alguém na sua Casa, filme que compõe a programação de filmes de terror de outubro da Netflix. Ele é conhecido por dirigir os filmes Creep (2014) e a sequência de 2017. Acompanhamos Makani (Sydney Park), uma jovem que guarda segredos de seu passado, e seus amigos de escola. Após o assassinato de Jackson Pace (Markian Tarasiuk), eles percebem que estão sendo caçados por alguém que sabe de fatos que eles escondem dos outros.

O conceito de um vilão que busca assassinar um grupo de adolescentes que guarda segredos não é novo, mas ganha algumas novas nuances aqui. Em especial, o fato de trabalhar com a exposição nas redes sociais, que fica presente na vida dos jovens cada vez mais. Utilizando máscaras que se assemelham aos rostos das vítimas, o assassino expõe a intimidade da vítima para os outros estudantes da escola antes de, enfim, matá-la.

Apesar da premissa interessante, o longa não decola. A protagonista Makani não dá motivos o suficiente para torcer por ela como uma final girl e aos outros membros do grupo faltam carisma para que nos importemos se eles vão morrer ou não. Com exceção de uma ou outra, as grandes revelações dos personagens não são tão interessantes assim também.

O desfecho do filme fica um tanto óbvio ao chegarmos nele. As motivações do antagonista para cometer todos os assassinatos passam longe de ser convincentes. Mesmo com cenas bem dirigidas e a tentativa de referenciar clássicos do slasher como Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado, o longa não entretém ou assusta o suficiente.


2/5

Trailer:

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